Fé e arte: técnicos do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel restauram telas da Via Sacra do século 19

Orleans (SC)

As telas centenárias da “Via Sacra”, pertencentes à Igreja Matriz de São Ludgero, retornaram à sua exposição pública após um minucioso processo de restauração conduzido pelos especialistas do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel. Originárias da Alemanha e datadas do século 19, as 14 obras foram trazidas para o laboratório de restauração localizado no Campus do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), em Orleans, pelo pároco Anselmo Buss no ano passado. Após passarem por cuidadosa restauração, as telas foram novamente colocadas em exibição.

Representando as estações da Paixão de Cristo, as telas, datadas aproximadamente de 1880, foram trazidas à cidade pelo primeiro pároco de São Ludgero, Monsenhor Frederico Tombrock, originárias possivelmente da região de Westphalia, na Alemanha, de onde também vieram o primeiro bispo e o padroeiro da paróquia.

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O objetivo do processo de restauração, segundo o museólogo e restaurador do Museu ao Ar Livre, Idemar Ghizzo, é conservar as características originais das obras, seguindo técnicas meticulosas desde o recebimento das telas até a intervenção necessária. A diretora do Museu, Valdirene Böger Dorigon, destaca a importância do trabalho, ressaltando o respeito e a sensibilidade necessários ao lidar com um acervo religioso.

Entre os técnicos envolvidos no processo está Rosani Hobold, bacharel em Museologia e moradora de São Ludgero, cujo pai chegou a pensar que as telas haviam sido descartadas. Para o Padre Anselmo, as obras são parte intrínseca da história local, e o restauro é fundamental para preservá-las e permitir que os visitantes apreciem cada detalhe.

Segundo Ghizzo, o processo de restauro incluiu etapas como a fixação dos desprendimentos da camada pictórica, remoção do chassi, limpeza e remoção de sujidades, além de estuque nos locais com perdas na camada pictórica e reintegração pictórica, culminando na aplicação de verniz de retoque e de proteção.


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