Criciúma (SC)
A terça-feira (22), segundo dia da 10ª Semana de Ciência e Tecnologia da Unesc, foi de intensa movimentação pelo campus da Universidade. Desde cedo palestras, minicursos, painéis e exposições reuniram acadêmicos, professores e visitantes ao abordar temas das mais variadas áreas do conhecimento.
Segundo a coordenadora geral do evento Merisandra Côrtes de Mattos Garcia, a SCT terá mais de 230 atividades voltadas à comunidade e ao público acadêmico e ao longo de cinco dias, mais de 800 trabalhos serão apresentados. “A Semana de Ciência e Tecnologia compartilha conhecimento e propicia a divulgação do que a Unesc está fazendo nas áreas de ensino, pesquisa e extensão e também o que as outras universidades estão produzindo. Temos inscritos de estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Paraíba”.
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Quarta-feira de Feira de Ciências
Nesta quarta-feira (23/10) um dos destaques da Universidade será a 5ª edição da Feira de Ciências. A iniciativa busca promover um espaço em que os participantes, principalmente crianças e adolescentes, possam além de produzir, visitar e aprender sobre as diversas atividades expostas. Na feira serão expostas atividades como jogos, brinquedos e demonstrações experimentais que despertem a criatividade em áreas que envolvam a ciência.
Memórias eternizadas
Entre a programação do segundo dia de evento, no início da tarde o Cedoc (Centro de Memória e Documentação) da Unesc recebeu estudantes para o “Ateliê das memórias: preservando seu acervo fotográfico”. A oficina, ministrada pela professora Selma Leepkaln Dassi, foi voltada ao incentivo da preservação dos acervos pessoais, com foco na importância da fotografia em suporte de papel. Entre as reflexões levantadas por Selma esteve a utilização de mídias na preservação de memórias. “Temos que prestar atenção e avaliar até que ponto as mídias ajudam nessa preservação, pois os celulares estão a todo tempo registrando imagens, por exemplo, mas estas ficam guardadas ali, sem que sejam manuseadas e verdadeiramente à disposição”, comentou.
Para a professora, apesar dos recursos que existem e podem ser usados com inteligência, o registro à moda antiga ainda é a melhor forma de garantir a recordação. “O lápis e o papel ainda são a melhor maneira de registrar. Nos vemos sempre sem tempo para isso, mas uma conversa e um registro de informações numa simples folha pode ser uma memória que ficará viva por muitos e muitos anos”, completou.
Mais atividades
Ainda dentro da programação da 10ª SCT, acadêmicos estiveram atentos para ouvir o perito diretor do IGP (Instituto Geral de Perícias), Rogério Tocantins, no minicurso Introdução às ciências Forenses: estudo de casos de Engenharia Mecânica e de Materiais nesta tarde. No evento, Tocantins pôde apresentar aos participantes os serviços do IGP e como as provas materiais podem colaborar para a resolução de casos.
Outra atividade ocorrida ao longo da tarde foi a oficina “Vamos experienciar o Yoga? Aspectos científicos e vivência”. Ministrada por Beatriz Antunes Giusti Furtado, a iniciativa teve como objetivo apresentar o que é o Yoga, bem como os seus princípios éticos, posturas psicofísicas, exercícios respiratórios, meditação, mantras e benefícios. Além de apresentar uma visão atual da ciência em relação as práticas do yoga e seus direcionamentos.
Também como destaque da tarde esteve o encontro “Da oralidade para a escrita: um processo de retextualização”, ação que teve inscrições esgotadas e abordou a transformação da fala em escrita.
Aberta ao público, a troca de informações reuniu em maioria professores de escolas do Sul de Santa Catarina e estudantes de Letras. Para a assessora pedagógica da Unesc e professora do curso, Daniela Arns Silveira, o momento se torna de grande importância para a formação destes acadêmicos e crescimento dos profissionais. “A presença de alunos da graduação, que buscam ser professores, e docentes, que já atuam em sala de aula, é a soma que torna este encontro uma rica socialização de experiências”, afirma.
Palestras e debates
Durante a manhã estudantes da Unesc estiveram reunidos com o consultor Timóteo Paes de Farias, para debater sobre empreendedorismo. Ao longo da palestra “Empreendedorismo em dois tempos”, os participantes discutiram sobre a busca pela harmonia entre a vida pessoal e profissional e os pontos que devem ser levados em consideração antes do empreendedor tirar do papel um projeto.
“Recuperação e Restauração de Áreas Degradadas: Conceitos, Métodos e Aplicações” está sendo tema de um minicurso ministrado pelo professor doutor da Unesc, Carlyle Torres Bezerra de Menezes. O evento, que iniciou nesta terça-feira, segue até quarta-feira, com encontros teóricos e encerrará nesta quinta-feira (24/10), com uma saída de campo. Entre os assuntos abordados nos três dias do minicurso, estão métodos de recuperação ambiental e restauração ecológica, elaboração de projetos de monitoramento e indicações de recuperação ambiental.
Ainda na manhã desta terça-feira, professores do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental da região e acadêmicos de Pedagogia e Matemática da Universidade de ensino do Sul do Estado participaram do minicurso “Resolução de problemas com adição e subtração”, com a professora Cristina Felipe de Matos.
E acadêmicos do curso de Fisioterapia e profissionais de saúde participaram de uma palestra “Olhar Inclusivo: Promovendo as capacidades funcionais de pacientes neurológicos”, com a fisioterapeuta e doutoranda em Ciências da Saúde da Unesc, Jhoanne Merlyn Luiz. Durante o encontro, assuntos como patologias neurológicas recorrentes na prática clínica, instrumentos e métodos de avaliação, limitações decorrentes das patologias, capacidades e desempenho e casos clínicos foram, abordados.
O evento segue com programação intensa até a sexta-feira (25/10).
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