Criciúma (SC)
A primeira semana de 2020 começou com uma captação e múltiplos órgãos no Hospital São José. O doador foi um homem de 58 anos, vítima de um Acidente Vascular Encefálico (AVC).
Os familiares, conscientes da importância da doação de órgãos autorizaram, a captação. Foi possível realizar a captação para doação de rins, fígado e globos oculares.
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Segundo a enfermeira da Comissão Hospitalar para Transplante (CHT) do Hospital São José, Jaqueline Martins, a parte mais difícil de todo o processo é a abordagem familiar. “O paciente deu entrada no hospital e foi atendido imediatamente pela equipe especializada no atendimento para AVC, que segue um protocolo extremamente rápido para estre tipo de atendimento e avalia inúmeros critérios. Além de realizar todos os exames necessários para constatação ou não da morte encefálica. Apesar de todo o esforço das equipes médicas, devido a lesão cerebral ser extensa, o paciente acabou não resistindo. Um dos momentos mais difíceis a partir de então, é quando precisamos falar com a família. Esta abordagem é muito difícil para gente. Em meio a dor e sofrimento da família, precisamos conversar sobre a doação dos órgãos. Mas na grande maioria das vezes as pessoas compreendem e querem ajudar o próximo”, relata Jaqueline.
De acordo com os integrantes da CHT, quando a família autoriza a doação de órgãos, é possível salvar várias outras pessoas. “O sim da família, permite que outras pessoas sobrevivam. Isso é um ato de nobreza”, destaca a enfermeira.
A captação de órgãos
A captação consiste em realizar um procedimento cirúrgico regulamentado por lei, onde é possível realizar o procedimento de captação de um ou mais órgãos ou tecidos.
Com informações de Kátia Farias/Hospital São José e foto Ilustrativa.
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