Criciúma (SC)
A vereadora Giovana Mondardo (PCdoB) utilizou seu espaço no Horário Político da Sessão Ordinária desta segunda-feira, dia 2, na Câmara de Vereadores de Criciúma, para lembrar do Agosto Lilás, mês de conscientização e combate contra a violência contra a mulher. A vereadora fez lembranças sobre leis e desrespeitos que a mesma já sofreu em sua trajetória política.
De acordo com Giovana, as Leis de combate às violência não podem ficar esquecidas. “Ao todo, Criciúma tem quase 10 Leis com caráter prático sobre violência contra a mulher. A última de minha autoria que cria a Política de Prevenção e Combate a Violência Doméstica e Intrafamiliar. Não podemos fechar os olhos para isso. Lei para as mulheres não é para ficar na gaveta de homem, é pra ser cumprida”, pontuou a vereadora.
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Em sua fala, a vereadora fez questão de lembrar dos 15 anos da Lei Maria da Penha. “É uma lei cada vez mais necessária para proteger a vida das mulheres. É uma das três principais leis que tratam o tema no mundo, com a inovação de não apenas punir o agressor, mas criar grupos de conscientização”, destacou.
Nos próximos dias, um requerimento solicitando informações sobre aplicação de Leis contra a violência contra as mulheres será protocolado na Câmara de Vereadores de Criciúma.
Desrespeito
Ainda em sua fala, a vereadora Giovana Mondardo destacou o desrespeito que já sofreu no ambiente de trabalho. “Quero deixar registrada minha indignação com o desrespeito a mim e a todas as mulheres, na suspensão da última sessão, quando questionei um vereador sobre os motivos para o pedido de dispensa de parecer de um projeto. Além de não se dar ao trabalho de responder, tratou meu pedido de esclarecimento como um ato de destempero, um chilique de mulherzinha, me chamando de destemperada aqui nesse plenário”, explanou.
A vereadora ainda afirma que a Câmara é um lugar de respeito e deve ser construída políticas por homens e mulheres de respeito. “Tenho certeza que nenhum pedido dos senhores, vereadores homens, seria tratado da mesma forma, como ato de destempero. Esse espaço tem de ser de respeito entre homens e mulheres para que possamos trabalhar para o melhor para a sociedade”, finalizou.
Foto: Luan Ghisi/Câmara de Criciúma.
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