O crescimento do setor carbonífero e a união dos mineiros

Criciúma (SC)

A importância do setor carbonífero na região Sul de Santa Catarina pode ser percebida pelos 21 mil empregos diretos e indiretos gerados em toda a cadeia produtiva. O setor expande e a valorização dos trabalhadores também.

Esse é o caso de Mayk Junior Rossi, que entrou na Carbonífera Metropolitana como estagiário e hoje é formado em engenharia mecânica e trabalha como supervisor geral. “Meu pai foi meu instrutor no estágio e esse vínculo foi muito especial, na época. Fui efetivado na empresa em 2013 e comecei a faculdade. Hoje cuido de toda a parte operacional e de manutenção da máquina que faz o transporte de carvão no subsolo”, afirma o jovem de 27 anos.

Além da possibilidade de crescimento dentro das empresas, a união dos mineiros é um ponto que chama atenção na categoria. Na Carbonífera Catarinense, o trajeto até a frente de trabalho leva em torno de 25 minutos e esse tempo é marcado por muita descontração e risadas, como conta Victor Silva, mineiro com 14 anos de atuação. “A união da equipe é em momentos bons e ruins. Quando um está precisando, todos se engajam para ajudar com o que precisa”, ressalta.

De acordo com o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Indústria da Extração do Carvão dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Genoir José dos Santos, o Foquinha, a união e amor vistos na profissão são valores passados de pai para filho. “É comum vermos a mesma família compartilhando a paixão pelo carvão e como a atividade de mineração acaba sendo a única escolha dos trabalhadores que se apaixonam pela profissão”, completa.

Independentemente da religião, os trabalhadores que baixam a mina também se unem na fé. “Toda segunda-feira nós rezamos juntos pedindo proteção para a semana, e toda sexta agradecemos pela bênção alcançada”, compartilha Victor.

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