Reflexões sobre empresas familiares marcam aniversário da Acic

Criciúma (SC)

Associados, conselheiros, diretores, colaboradores e convidados se juntaram à Associação Empresarial de Criciúma (Acic) nas comemorações pelos 78 anos de fundação da entidade, completados no sábado, 18 de junho. “Uma trajetória marcada pelo trabalho, compromisso coletivo e também por muitas conquistas, construída por muitas mãos ao longo destas mais de sete décadas”, enaltece o presidente da Acic, Valcir José Zanette.

Ele ressalta as estruturas de apoio e soluções ofertadas aos 1,9 mil associados, dos setores da indústria, do comércio e de serviços, e à comunidade em geral. “Expressamos nossa gratidão também às inúmeras entidades, organizações, parceiros, setor público e imprensa, que estiveram e estão ao lado da Acic, sendo fundamentais para a construção sólida da entidade, fortalecendo o associativismo e a sua expansão no desenvolvimento da economia do Sul catarinense”, destaca.

“Ao agradecer aos protagonistas dessa história, nosso sentimento é de orgulho e responsabilidade por estar à frente desta entidade que assume uma posição de destaque nas questões que tratam de inovação, educação, empreendedorismo, qualificação e infraestrutura. Enfim, ao que se refere ao fortalecimento da classe empresarial e à promoção do desenvolvimento regional”, acrescenta Zanette.

Em celebração ao aniversário, a Acic proporcionou nesta segunda-feira, 20, um espaço de reflexão sobre as empresas familiares. O momento foi conduzido pelo executivo Bruno Luis Ferrari Salmeron, que integra a terceira geração da empresa da família. Há 20 anos dirige empresas familiares e é autor do livro “Governança em Família: da fundação à sucessão”, tema da palestra.

Preparação

Salmeron lembrou que, na medida em que as empresas vão passando para a geração seguinte, a taxa de sobrevivência vai diminuindo, mas apontou caminhos para mudar essa tendência, ressaltando o papel da governança e da importância em preparar o sucessor.

“É preciso trazer todos os membros da família para que sejam, no mínimo, apoiadores, engajados nas decisões. Os criadores de riqueza não precisam ser necessariamente membros da família. Temos muitos que não são e estão dando excelentes resultados. Uma indicação que dou é que o CEO seja um profissional do mercado”, afirmou.

A participação de Salmeron também contou com a contribuição da psicóloga Bianca Scarpellini, consultora de empresas familiares e famílias empresárias. “As relações devem ser sempre pautadas na transparência e na comunicação, construindo formas de ser feliz como indivíduos e executivos. Saber dizer o que quer, respeitando o legado que recebeu”, comentou.

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