Estudantes de Design da Unesc criam soluções para escadas urbanas em Criciúma

Criciúma (SC)

Acadêmicos do curso de Design da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) desenvolvem projetos voltados à requalificação de escadas urbanas em Criciúma, a partir de uma proposta que integra formação acadêmica, território e impacto social, nesta semana. A iniciativa faz parte do Interdesign, atividade que mobiliza estudantes para atender demandas reais em curto prazo.

O projeto propõe interpretar a cidade a partir de um elemento cotidiano: as escadas. Nesse contexto, as estruturas são analisadas não apenas como meios de circulação, mas também como espaços de convivência, identidade e expressão cultural.

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A proposta surgiu a partir de uma aproximação institucional. Segundo o coordenador do curso, João Rieth, ele procurou o poder público com o objetivo de desenvolver um projeto de cunho social como tema do Interdesign. A partir do diálogo, foi incorporado o projeto “Escadas”, já em andamento no município, o que possibilitou adaptar a iniciativa sob a perspectiva do design e do patrimônio.

Formação aplicada e leitura do território

A atividade também se relaciona ao debate sobre economia criativa, com foco no design cerâmico e alinhamento ao modelo de cidades criativas da Unesco. Ao longo de cinco dias, os estudantes aplicam a metodologia projetual do design em situações reais, com análise do território, identificação de demandas e proposição de soluções.

“A experiência sustenta o modelo educacional ao inserir os estudantes em situações concretas, pois aplicarão a metodologia projetual do design em situações reais com foco na acessibilidade”, afirma Rieth.

De acordo com o coordenador, a análise considera critérios técnicos, estéticos e sociais, além da leitura das micro-regiões urbanas, identificação do perfil da população e desenvolvimento de propostas que integrem funcionalidade e linguagem visual.

Além da formação, o Interdesign estabelece conexão com a comunidade. Os projetos serão disponibilizados em edital aberto, permitindo que empresas avaliem a possibilidade de parcerias público-privadas para execução das propostas.

O projeto “Escadas” integra a Lei 5.265, que permite o patrocínio e a manutenção de espaços públicos, ampliando as possibilidades de implementação.

Design, acessibilidade e impacto social

A experiência prática também impacta a formação dos acadêmicos. O estudante Daniel Hinckel, integrante da equipe vencedora da edição anterior, destaca o caráter interdisciplinar da atividade.

“A interação com outras áreas representa a natureza de um bom designer, porque precisamos considerar todos os envolvidos, da produção ao uso”, afirma.

Na edição passada, a parceria com o curso de Design de Moda ampliou o escopo dos projetos. A proposta desenvolvida pela equipe de Hinckel partiu de um tapete sensorial e foi adaptada para atender pessoas com limitações de mobilidade.

“Transformamos o tapete em um disco rotacional, que pode ser utilizado sentado, ampliando o acesso a diferentes perfis de usuários. Isso nos permitiu compreender a acessibilidade como uma necessidade real, ao mesmo tempo em que vivenciamos uma troca prática entre cursos e fases”, explica.

Cidade, cultura e novos percursos urbanos

As propostas também projetam impactos no espaço urbano. Segundo o diretor de Turismo de Criciúma, Marcos Mendonça, a iniciativa contribui para qualificar áreas subutilizadas.

“O projeto contribui para qualificar áreas muitas vezes subutilizadas. A intervenção transforma esses espaços em pontos de interesse visual, cultural e social, tornando-os mais seguros e convidativos”, afirma.

Ele acrescenta que a proposta pode estimular o turismo urbano ao criar novos pontos de visitação e ampliar a circulação de pessoas, além de fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade.

“Quando a comunidade percebe que estudantes e instituições locais contribuem para a melhoria da cidade, há uma valorização dos espaços públicos”, diz.

A iniciativa conta ainda com a colaboração do setor de Arte e Cultura da Unesc.

 


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