Criciúma (SC)
A Polícia Civil efetuou, na tarde dessa quinta-feira (9), a prisão preventiva de uma mulher de 43 anos, suspeita de uma série de crimes de estelionato ao longo dos anos de 2024, 2025 e 2026, que teriam vitimado várias pessoas em diversas cidades de Santa Catarina.
Conforme divulgado pela corporação, a investigada, que atuava como promoter e organizadora de eventos, é suspeita de comercializar serviços de cerimonial e decoração, apropriar-se dos valores e cancelar a prestação dos serviços às vésperas das celebrações.
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Segundo as investigações, a suspeita atraía casais de noivos e aniversariantes, firmando contratos que incluíam toda a logística de eventos. Entretanto, o padrão de conduta era recorrente: nas 24 horas que antecediam a festa, a mulher informava a impossibilidade de cumprir o acordo, interrompia a comunicação e não realizava o estorno das quantias pagas.
Além do prejuízo financeiro, as autoridades destacam o abalo moral sofrido pelas vítimas, que viam o planejamento de meses ser interrompido sem qualquer suporte.
O caso ganhou notoriedade em Criciúma após um episódio de violência em frente a um centro comercial na região central, onde uma das vítimas confrontou e agrediu fisicamente a suspeita. Em depoimento, a agressora revelou ter sofrido um prejuízo de R$ 18,5 mil. Outro relato aponta que uma vítima residente na Itália teria perdido aproximadamente R$ 39 mil. Um outro casal de Criciúma sofreu o prejuízo de R$ 3,5 mil, fora o abalo pela festa de casamento quase ter sido cancelada no dia marcado.
A investigação revelou que o raio de atuação da suspeita estendia-se à Grande Florianópolis, com registros de ocorrências em Palhoça, São José e Florianópolis. Uma das vítimas é do estado do Mato Grosso e tinha escolhido a cidade de Florianópolis para a cerimônia de seu casamento e foi comunicada do problema um dia antes.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após a Polícia Civil reunir um conjunto probatório composto por depoimentos detalhados das vítimas, contratos de prestação de serviço, comprovantes de transações bancárias e registros de conversas em aplicativos de mensagens que evidenciam as escusas sistemáticas para o não cumprimento das obrigações.
“A Polícia Civil espera concluir o inquérito policial até a próxima semana, momento em que o procedimento será remetido ao Ministério Público para o oferecimento da denúncia criminal”, afirmou o delegado Márcio Neves, autoridade policial responsável pela investigação.
A mulher permanece à disposição do Poder Judiciário e poderá responder pelo crime de estelionato em continuidade delitiva.
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