Violência doméstica: sinais de alerta são tema na Câmara

Criciúma (SC)

A Tribuna Livre da Câmara de Vereadores contou com a participação da cabo Martina e do sargento Peterson, que utilizaram o espaço nesta terça-feira, dia 14, para apresentar o Programa Catarina de Proteção à Mulher e Combate à Violência Doméstica, da Polícia Militar. O convite foi realizado pela vereadora Anequésselen Fortunato.

Durante a apresentação, os policiais destacaram que a iniciativa integra a Rede Catarina de Proteção à Mulher, voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar. Segundo os representantes da corporação, a proposta busca orientar, acolher e acompanhar vítimas, além de promover ações educativas junto à comunidade.

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A cabo Martina chamou a atenção para sinais de relacionamentos abusivos, frequentemente naturalizados pelas vítimas. A policial explicou que determinadas falas e comportamentos, como o controle excessivo e a exigência constante de informações, podem ser confundidos com cuidado, quando, na verdade, representam indícios de abuso.

A profissional também ressaltou que a violência doméstica não se limita à agressão física, manifestando-se de diferentes formas. Conforme exposto, a violência psicológica, patrimonial e sexual tende a ocorrer de maneira gradual, sendo a agressão física, muitas vezes, o estágio mais avançado. A violência psicológica, em especial, aparece com frequência, caracterizada por ofensas, isolamento social e controle da vítima.

A violência patrimonial também foi destacada como recorrente, iniciando, em muitos casos, com a destruição de objetos e evoluindo para situações mais graves. No que se refere à violência sexual, foi enfatizado que o consentimento deve ser respeitado em qualquer circunstância.

Os policiais explicaram, ainda, o chamado ciclo da violência, composto pelas fases de tensão, explosão e reconciliação, conhecida como “lua de mel”, dinâmica que contribui para a permanência de muitas vítimas em relações abusivas.

Outro ponto abordado foram os crimes relacionados à Lei Maria da Penha, como perseguição, importunação sexual, assédio sexual, estupro e feminicídio, reforçando a importância da denúncia.

O sargento Peterson destacou que um dos principais desafios atuais está na não aceitação do término de relacionamentos, o que pode desencadear episódios de perseguição e novas formas de violência.

Segundo ele, o atendimento da Rede Catarina tem início a partir da denúncia da vítima, com o registro do boletim de ocorrência e a orientação sobre a solicitação de medida protetiva. Após a concessão judicial, a vítima passa a ser acompanhada por uma rede de apoio que inclui assistência social, atendimento psicológico e suporte jurídico.

O uso da tecnologia também foi evidenciado, com destaque para o aplicativo PMSC Cidadão, que disponibiliza o Botão do Pânico para vítimas com medida protetiva. O recurso permite acionar, de forma silenciosa e prioritária, a central da Polícia Militar, que identifica a localização e envia a viatura mais próxima.

Por fim, os policiais reforçaram que a conscientização e a denúncia são fundamentais no enfrentamento da violência doméstica, ressaltando a importância da atuação conjunta entre instituições e sociedade.

 


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