Violência perto de você? Criciúma ensina a identificar sinais e como pedir ajuda

Criciúma (SC)

Maio é o mês dedicado à prevenção e à conscientização sobre violências contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Com o lema “Sua voz pode salvar vidas, não se cale, denuncie”, a Prefeitura de Criciúma promove a campanha Maio Laranja, que integra o programa Saúde em Cores, da Secretaria Municipal de Saúde. As ações estão sendo realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com materiais educativos e orientação dos profissionais.

O prefeito Vagner Espindola destaca o papel da população no combate à violência. “Com o Maio Laranja buscamos conscientizar os cidadãos acerca do assunto e orientar como lidar com essas situações, seja através da prevenção, da atenção ou da denúncia desses casos. Nas unidades de saúde será possível buscar orientação dos profissionais, além dos materiais educativos”, afirma.

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Para o vice-prefeito Salésio Lima, enfrentar esse cenário é responsabilidade coletiva. “Trata-se de uma questão social e cultural, então esse trabalho de conscientização é muito importante, mas também requer a mobilização de toda a comunidade. O primeiro passo para lidar com situações de violência é o acesso à informação e, claro, os canais de denúncia e a busca por apoio”, ressalta.

O secretário municipal de Saúde, Deivid Floriano, explica que a campanha também inclui capacitação para os profissionais da área. “O nosso objetivo com a campanha é informar o maior número de pessoas, não somente o cidadão, mas também os nossos profissionais de saúde. Para isso, agendamos quatro conferências virtuais para capacitar os trabalhadores da área. Atuantes nas UBSs e comunidades, muitas vezes são eles que identificam os casos de violência ou que são solicitados para ajuda”, explica.

Proteção de crianças e adolescentes

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) também está promovendo encontros nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), escolas e instituições, com foco no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A secretária de Assistência Social, Dudi Sônego, destaca a importância da participação dos jovens. “Durante os encontros, são abordadas formas de identificar sinais de violência, além da divulgação dos canais de denúncia e a realização de dinâmicas com os participantes. Nosso objetivo é reforçar o papel da comunidade e da rede de proteção na garantia dos direitos de crianças e adolescentes”, afirma.

Como denunciar

Denúncias anônimas podem ser feitas pelos números 100, 180 e 190. Entre os sinais de alerta que podem indicar uma situação de violência estão lesões frequentes ou sem explicação, mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, medo excessivo de determinadas pessoas, tristeza persistente e falta de cuidados básicos, especialmente com crianças e idosos.

 


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