Criciúma (SC)
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, cumpriu, na manhã dessa segunda-feira (18), mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão em desfavor de um investigado apontado como responsável pela coordenação de esquema criminoso voltado à prática reiterada de estelionatos eletrônicos, extorsões e fraudes patrimoniais em diversas regiões do Estado e do país.
Conforme divulgado pela corporação, a investigação teve início a partir do registro de ocorrência envolvendo fraude na negociação de venda de um videogame realizada por um aplicativo de mensagens. No decorrer das diligências, verificou-se que o investigado utilizava identidades falsas, perfis fraudulentos e terceiros para intermediar negociações fictícias, induzir vítimas em erro e obter bens de elevado valor econômico.
Continua após o anúncio
Fim do anúncio
Durante a apuração, os policiais constataram que o homem, atualmente recolhido em estabelecimento prisional no Rio Grande do Sul, continuaria exercendo papel ativo na coordenação de práticas criminosas, mesmo durante o cumprimento de pena, valendo-se, em tese, de aparelhos celulares introduzidos irregularmente na unidade prisional, além de redes sociais e aplicativos de mensagens para operacionalizar golpes e manter contato com comparsas.
As investigações identificaram possível vinculação do investigado a ocorrências semelhantes registradas em diversas cidades catarinenses, entre elas Criciúma, Lages, Blumenau, São José, Palhoça, Tubarão, Içara, Urussanga, Balneário Arroio do Silva, Capivari de Baixo e Santo Amaro da Imperatriz, o que, segundo a PC, indicaria atuação serial, estruturada e com possível divisão de tarefas entre diversos envolvidos.
Ainda segundo a PC, há indícios, em tese, da prática dos crimes de estelionato, extorsão, associação criminosa, falsa identidade e uso de documento falso.
Diante dos elementos colhidos, os Delegados de Polícia Márcio Campos Neves e Gleidston Costa representaram judicialmente pela adoção de medidas cautelares, sendo deferidas pelo Poder Judiciário: prisão preventiva do investigado; busca e apreensão na unidade prisional onde se encontra no sistema prisional, e outras medidas.
A diligência de busca teve como objetivo localizar aparelhos celulares e outros elementos probatórios relacionados à continuidade delitiva supostamente praticada a partir do interior da unidade prisional.
Durante o cumprimento do mandado de busca, foram localizados e apreendidos um aparelho celular e dois chips de operadoras distintas, elementos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e análise da dinâmica delitiva em apuração.
As investigações prosseguem para identificação de outros suspeitos, eventuais receptadores e novas vítimas, bem como para delimitação completa da extensão patrimonial dos prejuízos causados.
A operação contou com apoio operacional de diversos setores e forças integradas, dentre eles PECS/ASD, DPR, ARIPEN, ALIPEN, GIR 7 e CANIL 7, cuja atuação coordenada foi essencial para o cumprimento seguro das medidas judiciais e preservação da eficácia investigativa.
Entre no nosso canal no WhatsApp e receba todas as notícias na palma da sua mão -> Acesse aqui, é gratis!







