Defesa Civil apresenta balanço na Câmara de Criciúma e chama atenção para áreas de risco

Criciúma (SC)

A Tribuna Livre da Câmara de Vereadores de Criciúma recebeu, nessa terça-feira (19), o diretor da Defesa Civil, Fred Gomes, e o coordenador técnico Tadeu Vassoler, a convite do vereador Marcio Daros (PSD). A apresentação, intitulada “Defesa Civil em números”, trouxe um balanço das atividades do órgão e um alerta sobre os riscos climáticos previstos para os próximos meses.

Segundo Fred, a Defesa Civil registrou 1.233 atendimentos até dezembro de 2025, com funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia, todos os dias do ano. “É uma demanda bem frenética em relação ao que entra para nós no dia a dia”, afirma o diretor.

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Fred também apresentou os números do Centro de Controle de Operações (CCO), que conta atualmente com mais de 400 câmeras instaladas no município. A maioria é voltada à segurança escolar, mas o sistema também monitora o descarte irregular de lixo. “Conseguimos identificar muitos problemas e resolver situações que antes eram recorrentes”, diz.

Outro ponto destacado foi o trabalho preventivo em áreas de risco. Conforme o diretor, nenhuma construção nessas áreas é liberada sem análise do órgão. “Hoje não se libera uma construção em Criciúma sem passar pela Defesa Civil. O cartório também exige parecer técnico em questões envolvendo áreas de risco”, afirma Fred. Ele ainda informou que o mapeamento de risco do município foi atualizado em parceria com o Governo Federal e com a ONU.

El Niño no radar

Fred chamou a atenção para os impactos climáticos previstos para os próximos meses. Segundo ele, os efeitos do El Niño já foram sentidos em Criciúma na semana passada, quando rajadas de vento chegaram a 85 km/h em alguns pontos da cidade, superando a previsão inicial de 30 km/h.

O diretor alertou para um cenário mais grave à frente. “Se essa previsão se confirmar, até janeiro de 2027 poderemos ter problemas muito grandes relacionados às fortes chuvas aqui na região Sul”, afirma. Ele reforçou que o município já está organizando ações preventivas junto ao governo municipal e que a orientação é agir mesmo diante da dúvida. “Quando existe risco, é preciso trabalhar na prevenção e na mitigação para reduzir os danos”, ressalta.

Estruturas e patologias

O coordenador técnico Tadeu Vassoler abordou os atendimentos ligados a imóveis com fissuras, rachaduras e movimentações estruturais. “As pessoas acreditam muito no corpo técnico da Defesa Civil. Muitas vezes, elas percebem trincas ou rachaduras e nos procuram para entender o que está acontecendo”, explica.

Como exemplo, Tadeu citou uma ocorrência na região da Mina União, onde uma residência chegou a descer mais de um metro sem que os moradores percebessem o problema estrutural. O coordenador também reforçou a importância da conscientização sobre o descarte irregular de lixo, que obstrui galerias pluviais e agrava os danos em períodos de chuva intensa.

 


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