Cibersegurança em debate: Fortinet e Sysdata participam do CyberSatc em Criciúma

Criciúma (SC)

O avanço dos ataques cibernéticos, os impactos da inteligência artificial na segurança digital e a crescente demanda por profissionais da área foram os temas centrais do CyberSatc, evento realizado pela Satc, em Criciúma, com a participação de especialistas da Fortinet e da Sysdata, de Urussanga. A programação reuniu estudantes e profissionais de tecnologia para palestras e debates sobre o cenário da segurança da informação.

Um dos destaques foi a presença do engenheiro de sistemas da Fortinet, Guilherme Guimarães Morais, que veio de São Paulo para falar sobre carreira e tendências do setor. Durante a palestra, ele destacou que a cibersegurança figura entre os principais riscos globais da atualidade e alertou para a profissionalização do crime digital.

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“Hoje existe um verdadeiro ecossistema criminoso, com aluguel de ransomware, venda de credenciais e serviços especializados para ataques”, disse. Segundo dados apresentados por ele, o Brasil tem uma demanda estimada em mais de 750 mil profissionais de cibersegurança, e os investimentos no setor devem ultrapassar R$ 100 bilhões até 2028.

O especialista também chamou atenção para a velocidade das invasões e para a mudança no perfil dos ataques. “Muitas vezes, o hacker entra no ambiente com credenciais legítimas. O problema não é só impedir o ataque, mas quanto tempo a empresa leva para perceber que algo está acontecendo”, afirmou. Sobre a inteligência artificial, ele foi direto: “A IA passou a acelerar tanto os mecanismos de proteção quanto os próprios ataques digitais. É uma tecnologia que ajuda a melhorar detecção e resposta, mas também aumenta a velocidade e a escala dos ataques.”

Além da palestra aberta ao público, o evento incluiu um painel sobre carreira e tendências e uma programação voltada a profissionais de TI de empresas da região. Alysson Carvalho Freire, também engenheiro de sistemas da Fortinet, falou sobre como proteger os principais ativos de uma corporação. A Sysdata apresentou ainda o seu SOC (Security Operations Center).

Para o CEO da Sysdata, Sérgio Vendramini, a iniciativa aproxima o Sul catarinense das discussões globais sobre tecnologia. “É uma satisfação muito grande poder intermediar a vinda de especialistas da Fortinet para Criciúma. Além de compartilhar conhecimento técnico, isso fortalece o ecossistema regional de tecnologia e aproxima empresas e estudantes das transformações que já estão acontecendo no mercado”, disse.

 


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