Hackathon desafia participantes a transformar problemas da engenharia em oportunidades

Criciúma (SC)

Depois de um primeiro dia dedicado à troca de experiências e ao compartilhamento de cases de sucesso, o segundo dia do InovAscea: Rumo ao Topo foi marcado pela prática. Nesta terça-feira (30), estudantes e profissionais participaram de um hackathon, uma maratona colaborativa de inovação que propôs às equipes o desafio de desenvolver soluções para problemas reais do mercado das engenharias, transformando ideias em modelos de negócio viáveis.

Para construir as propostas, os participantes receberam um caderno de trabalho elaborado especialmente para a dinâmica. O material orientou cada etapa do processo, desde a identificação de uma dor do mercado até a definição da solução, público-alvo, diferencial competitivo, viabilidade financeira, estratégia de comercialização e apresentação do projeto.

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As propostas foram avaliadas por uma banca com base em critérios como clareza da dor de mercado, viabilidade financeira, uso estratégico da inteligência artificial, diferencial da solução, potencial de escala, análise da concorrência, capacidade de execução, coerência do modelo de negócio e qualidade da apresentação.

A presidente da Associação Sul Catarinense de Engenheiros e Arquitetos (ASCEA), Franciele Burato, destacou que a proposta do segundo dia foi incentivar os participantes a colocarem o conhecimento em prática e desenvolverem soluções capazes de gerar impacto no mercado. “Temos a certeza de que cada conversa, cada ideia e cada conexão criada aqui pode ser o ponto de partida para grandes projetos e grandes transformações. O hackathon representa exatamente esse propósito: incentivar os participantes a identificarem oportunidades, desenvolverem soluções e perceberem que a inovação começa quando transformamos conhecimento em ação”, afirma.

A dinâmica reuniu equipes formadas na hora do evento, incentivando a troca de experiências entre estudantes e profissionais de diferentes áreas da engenharia. Ao longo da noite, os grupos desenvolveram propostas voltadas à resolução de desafios do setor e apresentaram seus projetos em formato de pitch para a banca avaliadora.

Ao final da maratona, três equipes foram premiadas pelas soluções desenvolvidas. O primeiro lugar ficou com a FireSafe, plataforma criada para transformar a elaboração de projetos de prevenção e proteção contra incêndios. A proposta utiliza inteligência artificial para orientar o profissional durante todas as etapas do desenvolvimento do projeto, desde o cadastro da edificação até a validação das exigências técnicas, reduzindo burocracias, riscos de não conformidade e aumentando a segurança na elaboração dos projetos.

Para o arquiteto especialista em projetos preventivos, Ivan Pereira, integrante da equipe vencedora, a ideia nasceu de uma necessidade vivenciada no dia a dia profissional.

“A ideia surgiu porque hoje trabalho diretamente com projetos preventivos e percebo a dificuldade que muitos profissionais têm para interpretar as normas e desenvolver os projetos com segurança. Pensando nisso, criamos uma plataforma capaz de orientar todo esse processo e suprir uma necessidade real do mercado”, explica.

Além do reconhecimento pela proposta, Ivan destaca que a experiência pessoal foi um dos maiores ganhos proporcionados pelo hackathon. “Ganhar foi muito significativo, mas vim com o objetivo de vencer uma barreira pessoal, que era apresentar uma ideia diante de tantas pessoas. Consegui superar esse desafio e ainda fomos premiados. Foi a melhor forma de encerrar essa experiência”, comemora.

O segundo lugar foi conquistado pela equipe responsável pela ConstruIA RH, plataforma voltada à conexão entre empresas da construção civil e profissionais qualificados. A solução propõe reunir, em um único ambiente, trabalhadores como pedreiros, eletricistas, mestres de obras e encanadores, com informações alimentadas por instituições de ensino, escolas profissionalizantes e lojas de materiais de construção. A ferramenta também prevê um sistema de avaliações por desempenho, facilitando a contratação de mão de obra qualificada e reduzindo retrabalhos, atrasos e dificuldades enfrentadas pelo setor.

Já o terceiro lugar ficou com uma proposta de consultoria especializada para empresas de engenharia, voltada principalmente ao segmento metal-mecânico. A ideia consiste em diagnosticar indicadores das empresas, identificar gargalos operacionais e propor soluções para aumentar a produtividade e os resultados, aproximando as necessidades do mercado das competências exigidas dos profissionais.

Além de premiar as melhores ideias, o hackathon marcou o encerramento da quinta edição do InovAscea. Ao longo dos dois dias de programação, estudantes, profissionais e empresários participaram de palestras, painéis e da maratona de inovação, com foco na troca de experiências, no desenvolvimento de soluções para desafios do setor e na aproximação entre profissionais, empresas e instituições. 

 


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