Como Criciúma discute política permanente para atender quem tem diabetes tipo 1

Da Redação | Criciúma (SC)

A Câmara Municipal de Criciúma formalizou, nas sessões de segunda-feira (17) e terça-feira (18), uma série de encaminhamentos voltados ao atendimento e à assistência de pessoas com diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Os requerimentos, de autoria do vereador Obadias Benones (PL), buscam informações do Poder Executivo sobre o fornecimento de sensores de monitoramento contínuo de glicose, protocolos de atendimento, capacitação de profissionais e criação de mecanismos para subsidiar novas políticas públicas.

As medidas foram definidas a partir das discussões realizadas em uma audiência pública promovida pela Câmara, quando pacientes, familiares e profissionais da saúde compartilharam experiências e apontaram desafios enfrentados diariamente por quem convive com o diabetes tipo 1. Os relatos reforçaram a importância do monitoramento contínuo da glicose e da ampliação das ações de assistência no município.

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Entre os principais encaminhamentos está a continuidade do fornecimento dos sensores de monitoramento contínuo de glicose. Um dos requerimentos questiona se o Município possui estudo de impacto financeiro ou planejamento para encaminhar um projeto de lei que transforme o atual programa em uma política pública municipal permanente. A proposta prevê critérios de prioridade para crianças e adolescentes de até 18 anos, gestantes, pessoas com histórico de hipoglicemia grave ou assintomática e famílias em situação de vulnerabilidade social.

O vereador também solicitou informações sobre a possibilidade de criação de um cadastro municipal atualizado de pessoas com diabetes tipo 1, contemplando crianças, adolescentes e adultos. A iniciativa busca reunir dados que possam contribuir para a formulação e o planejamento de políticas públicas específicas para esse público.

Na área da saúde, os requerimentos questionam a existência de protocolos específicos para atendimento de pessoas com DM1 e de ações de capacitação para os profissionais da rede municipal. Na educação, o vereador também busca informações sobre a preparação de professores e equipes escolares para reconhecer sinais de hipoglicemia e hiperglicemia e prestar os primeiros cuidados, além da articulação entre as Secretarias de Saúde e Educação.

O vereador Obadias Benones também anunciou a intenção de avançar na elaboração de uma proposta relacionada ao fornecimento dos sensores. Segundo ele, a ideia é garantir que o atendimento não dependa exclusivamente de recursos eventuais e possa se tornar uma política pública permanente.

“Eu ouvi relatos aqui na audiência pública, inclusive no meu gabinete, quando recebi algumas mães para tratar sobre essa pauta, muitas delas chorando”, destaca o vereador. Segundo Obadias, o objetivo é buscar uma solução que garanta a continuidade do atendimento às famílias. “Muita gente vai ganhar com isso”, conclui.

 


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