Da Redação | Siderópolis (SC)
Estão abertas as inscrições para a oficina de dança “Mulheres que Dançam: Por um Corpo Livre”, destinada a mulheres acima de 18 anos. Os encontros serão realizados nos dias 26 de agosto, 16 e 30 de setembro e 7 de outubro, sempre a partir das 19h, no Centro Social Urbano, em Siderópolis. A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas pelo WhatsApp, pelo número (48) 99820-3432.
O projeto é contemplado e executado pelo Governo Municipal, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, com recursos do Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e da Política Nacional Aldir Blanc.
Continua após o anúncio
Fim do anúncio
“As propostas aprovadas na lei já iniciaram os trabalhos e atividades. Neste ano, recebemos projetos importantes e relevantes para as categorias propostas, que ressaltam a cultura e a identidade do município”, destaca o assessor de Cultura e Turismo, Arisson Fabricio Nunes.
Agosto Lilás
As aulas serão conduzidas pela terapeuta e facilitadora de práticas corporais Adriana Garlini, que possui trajetória nas áreas de yoga, dança, movimento e desenvolvimento humano. Segundo ela, o projeto nasce em meio às ações do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
“As inscrições são abertas a mulheres interessadas em vivenciar a dança como possibilidade de expressão, reconhecimento e criação. O objetivo é ressignificar a relação das mulheres com o próprio corpo por meio da dança e da expressão corporal”, explica.
Sobre o projeto
Segundo a terapeuta, a iniciativa parte de uma reflexão sobre a relação histórica das mulheres com seus próprios corpos, atravessada por construções sociais e culturais que contribuíram para o controle, a repressão e a objetificação do corpo feminino.
Essa realidade também se manifesta nos corpos, por meio de tensões, contenções, silenciamentos e dificuldades de reconhecer o próprio corpo como espaço legítimo de expressão, prazer e criação. Em um contexto em que a violência contra a mulher ainda apresenta números significativos, criar espaços de expressão e reconhecimento torna-se também uma forma de fortalecer a autonomia e o pertencimento.
Por meio da dança como linguagem cultural e artística, o projeto propõe uma experiência de movimento, expressão e criação para mulheres, convidando-as a estabelecer uma relação mais consciente e livre com o próprio corpo.
Adriana também ressalta que a proposta não exige experiência anterior com dança. “As atividades serão conduzidas de maneira inclusiva e gradual, respeitando os diferentes ritmos, limites e possibilidades de cada participante. A proposta é reconhecer o corpo não mais como espaço de dor, medo ou controle, mas como território de presença, prazer, amor, dignidade e potência”, conclui.
Entre no nosso canal no WhatsApp e receba todas as notícias na palma da sua mão -> Acesse aqui, é gratis!








