Líderes inspiram novos caminhos para empresas em transformação

Da Redação | Criciúma (SC)

A transformação das organizações exige lideranças capazes de preservar valores, adaptar modelos de negócio e tomar decisões alinhadas às constantes mudanças do mercado. Essa foi a principal mensagem da Experiência C-Level, uma das trilhas da décima edição da ExpoMais.

Voltada a CEOs, diretores, conselheiros e lideranças empresariais, a programação promoveu um ambiente de compartilhamento entre executivos que conduziram processos de transformação em grandes organizações brasileiras. As reflexões mostraram que resultados sustentáveis são construídos a partir da cultura organizacional, da inovação, da capacidade de adaptação e da valorização das pessoas.

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Ao compartilhar a trajetória da Lojas Renner, José Galló mostrou que a transformação da empresa teve como ponto de partida o foco no cliente e a construção de uma cultura organizacional sólida. Segundo ele, conquistar consumidores deixou de ser suficiente: o desafio é superar expectativas e criar relações duradouras.

“Independente do porte, a empresa precisa ter princípios e valores claros e a cultura nada mais é do que a prática desses princípios e valores no dia a dia, pela equipe. Conseguimos isso com uma mudança de comportamento, muito treinamento das lideranças e equipes, com respeito e dando a eles autonomia para resolver o problema do cliente”, afirmou.

O executivo destacou que esse processo exigiu mudanças de comportamento, fortalecimento das lideranças e autonomia para que as equipes pudessem tomar decisões voltadas às necessidades dos clientes. “Nesse processo de transformação, entendemos a necessidade de construir aliados, simplificar processos e ter humildade para ouvir”, relatou.

Legado se fortalece com inovação

A importância de preservar a essência das organizações enquanto os negócios evoluem também marcou a participação de Clóvis Tramontina. Ao relembrar a trajetória da empresa fundada por seus avós há 115 anos, o executivo mostrou como a Tramontina cresceu de um pequeno negócio familiar para uma marca global, mantendo uma cultura voltada ao desenvolvimento das pessoas e à formação de lideranças internas.

Segundo ele, investir no crescimento dos colaboradores fortalece o comprometimento das equipes e contribui para a continuidade dos negócios. “Essa valorização gera comprometimento”, frisou.

O executivo também abordou o impacto da inteligência artificial no ambiente corporativo, defendendo que a tecnologia deve ser vista como uma oportunidade para ampliar capacidades e impulsionar a inovação.

“Ninguém vai perder o emprego com o avanço da tecnologia. A inteligência artificial vai transformar os empregos, por isso, não devemos ter medo dela. Quem desenvolveu a IA foi o homem e quem a domina somos nós e não o contrário. A nossa geração tem mais possibilidade de tirar maior proveito da IA do que os jovens, porque temos condições de fazer perguntas mais robustas”, considera.

Estratégia acompanha as mudanças do mercado

A necessidade de adaptar modelos de negócio diante das transformações do mercado foi o foco do business talk conduzido por Sandro Magaldi. Ao analisar as empresas que mais crescem no mundo, o especialista mostrou que o aumento da concorrência e a velocidade das mudanças ampliaram a complexidade do ambiente empresarial, exigindo decisões estratégicas cada vez mais ágeis e inovadoras.

“O desafio de empreender sempre existiu, mas ganhou escala com o ambiente atual, de profunda complexidade. Com múltiplas possibilidades, ficou muito mais difícil escolher. A tecnologia permitiu a explosão da concorrência e algumas organizações se aproveitaram. Mudaram seu modelo de negócio para acompanhar essa evolução do mercado”, apontou.

Troca de experiências entre líderes

Além das palestras, a Experiência C-Level proporcionou um momento exclusivo de compartilhamento entre os participantes. Conduzida por Simone Geneves, consultora de Educação Executiva da Academia Fiesc de Negócios, a dinâmica reuniu os executivos em grupos para discutir desafios relacionados à cultura organizacional e trocar experiências vividas em suas empresas.

“Ambientes como esse, em que os encontros ocorrem de forma intencional e organizada, promovem o compartilhamento para que, a partir dos desafios de cada um, as soluções possam ser encontradas”, resume Simone.

 


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