Servidores de Içara aprendem Libras para facilitar comunicação com cidadãos surdos

Içara (SC)

Com objetivo de ofertar um atendimento mais inclusivo e garantir os direitos das pessoas com deficiência auditiva, o Governo Içara capacitou um grupo de servidores Municipais com aulas de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Eles receberam o certificado de conclusão esta semana. O curso, ofertado pela primeira vez, iniciou em setembro e teve duração de 70 horas, entre encontros presenciais e algumas atividades à distância. A professora Bruna Rabello, especialista em Libras, que atua no Atendimento Educacional Especializado de Içara (AEE), da Secretaria de Educação de Içara, explica que a ideia surgiu da necessidade de comunicação entre os servidores e cidadãos de Içara com deficiência auditiva. A capacitação envolveu funcionários da Assistência Social, Educação e da Saúde e contou também com a participação de uma professora surda.

“Nós sabemos que eles não vão sair desenvolvendo diálogos, mas para o dia a dia, para a vivência do trabalho deles já vai ajudar bastante. Se possível, no ano que vem nós iremos fazer a continuação do curso com esse grupo, para cada vez mais aprofundar o conhecimento. O grupo tinha bastante vontade de aprender, o que é perfeito, já que sabemos da importância de termos profissionais com domínio da Libras para atender nossa população surda nas mais diversas áreas (Educação, Saúde, Assistência Social, Administração”, informou Bruna.

Continua após o anúncio
BANNER PORTAL MAIS SUL (1)
Fim do anúncio

A ideia é continuar o curso no ano que vem. “Foi uma parecia que deu certo, acredito que muitas outras turmas virão, pois tivemos bastante procura. Temos dificuldades, pois não dispomos de intérpretes nesses espaços. A educação especial e a inclusão precisam ir além da sala de aula, onde nossas crianças já são atendidas de forma inclusiva, isso é incluir, isso é garantir direitos dessas pessoas”, destacou a coordenadora do AEE da Secretaria de Educação de Içara, Marlene Casagrande.

A deficiência está nos espaços

A assistente social Micheline Alves, que atua no Serviço de Famílias Acolhedoras da Secretaria de Assistência Social, enfatizou a relevância da formação. “Foi uma oportunidade riquíssima de garantirmos direitos para esse público. Nós assistentes sociais trabalhamos com garantias de direitos, só que ao atender pessoas com deficiência auditiva, e não conseguirmos nos comunicarmos, não garantimos este direito básico, que é o direito linguístico. Dessa forma, entendemos que a deficiência não está nas pessoas, mas sim nos espaços. Esse fato sempre nos incomodava, e certo dia numa reunião junto com as equipes de Saúde e Educação, pensamos coletivamente em agir, e por isso buscamos a capacitação com os colegas de trabalho da Educação”, contou.

A servidora e aluna Micheline adianta que ela e os colegas das outras áreas já estão ansiosos para as próximas etapas. “Estamos muito empolgados em avançar para o módulo intermediário e avançado. A ideia é tornar isso acessível para todos os demais servidores. Quanto mais pessoas capacitadas, melhor”, acrescentou a assistente social.  

Com informações de Tânia Giusti e foto de João Gabriel/Comunicação PMI.

 


Entre no nosso canal no WhatsApp e receba todas as notícias na palma da sua mão -> Acesse aqui, é gratis!

 


 

Leia também