Mulheres na Câmara de Criciúma dão voz às que precisam

Criciúma (SC)

Nesta segunda-feira, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher, e a Câmara de Vereadores de Criciúma conta com três mulheres em seu quórum, que não pouparam palavras para descrever data tão importante celebrar e pensar.

Geovana Benedet Zanette (PSDB) utilizou seu espaço para parabenizar todas as mulheres e destacar a importância de representantes na política. “Nós no Legislativo inspiramos muitas mulheres, sabemos que ainda somos um número reduzido, mas somos exemplo aqui”.

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A vereadora também destacou a importância das mulheres atuantes na saúde. “Quero homenagear principalmente as mulheres que estão na linha de frente nesta pandemia, a maioria das profissionais são mulheres e estão se doando para que possamos sair dessa situação delicada, existem muitas mulheres trabalhando e merecem a homenagem”, declarou.

Giovana Mondardo (PC do B) expôs as dificuldades que as mulheres passam principalmente no momento da pandemia. “Enfrentamos a maior pandemia da história da humanidade e também uma epidemia de violência, nós mulheres somos 85% dos profissionais de saúde contaminados pela Covid-19, a primeira vítima do vírus foi uma mulher negra, empregada doméstica, 60% das mães relataram que tiveram sua saúde mental afetada durante a quarentena, só nos primeiros meses tivemos um aumento de 36% de violência doméstica”, pontuou. 

A importância de usar a data para cobrar mudanças e melhorias na sociedade, também foi destacada pela vereadora. “Hoje é um dia de luta e é responsabilidade de todos nós. Essa data não é romântica, é uma data política. Não queremos somente rosas, queremos índices melhores para todas as mulheres”, declarou.

Roseli De Lucca Pizzolo (PSDB) contou como a sua mãe a inspirou a procurar seu lugar na sociedade. “Tive uma mãe que sempre foi à frente do seu tempo, professora que cuidava de seus filhos e era independente, isso foi um exemplo e fez diferença na minha vida. Nunca me achei nem mais nem menos, somos iguais, e merecemos ser vistas assim.”

Roseli também falou sobre a situação delicada que as mulheres que sofrem violência enfrentam e como pretende ajudá-las com seu trabalho na câmara. “Às vezes essas mulheres sofrem agressões e continuam em casa por causa dos filhos, da dependência no homem como provedor. Um dos meus objetivos aqui na câmara é fazer projetos para que as mulheres consigam se profissionalizar e adquirir sua independência. É nossa obrigação prover essa independência para acabar com a submissão feminina”, completou. 

 


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