Criciúma (SC)
Soluções inovadoras com foco em Cidades Inteligentes foi o foco das dez ideias apresentadas na noite desta quarta-feira (26/10) na final do projeto Inova Júnior, ação da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia (Aditt) da Unesc. O desafio de inovação instigou equipes formadas por alunos do ensino médio de escolas públicas e privadas da região que se propusessem a desenvolver ideias inovadoras para problemas da sociedade. Após a apresentação dos pitches, as explicações rápidas sobre as propostas de novos negócios, foram conhecidos os três grupos vencedores da edição. A final do Inova Júnior integrou o terceiro dia de atividades da Semana de Ciência e Tecnologia (SCT) da Universidade.
As equipes vencedoras diante de robustas propostas que envolveram soluções de saúde, meio ambiente, segurança, mobilidades e tantas outras temáticas, foram os times Solucionáveis e Young Creators, em primeiro e segundo lugar respectivamente, ambas da escola Sagrada Família, de Forquilhinha, e TechnoPower, da Escola S, de Criciúma.
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As demais equipes participantes que também apresentaram suas propostas foram Coffeetech, On Cloud, Firefly, Kaizen, Aster, Insight Green e SkyLab, conforme o assessor de Inovação da Aditt, Christian Engelmann, também devem levar as ideias adiante, pois todas têm potencial de continuidade. “Tivemos excelentes propostas trabalhadas ao longo do projeto e apresentadas hoje. Todas podem ser aprimoradas, assim como todas as ideias de negócios, e levadas adiante. Mas o principal de todo esse movimento é o aprendizado que é para a vida”, destacou.
Para o diretor executivo da Junior Achievement, organização internacional apoiadora do projeto, Evandro Carlos Badin, esta é uma excelente oportunidade de colocar os jovens como protagonistas e fazê-los perceberem o papel que podem desempenhar para a transformação da sociedade. “Neste sentido o trabalho da Unesc tem sido exemplar, oportunizando aprendizado e crescimento ímpar para estes jovens ainda no ensino médio. Trazer a inovação, sobretudo nessa temática de Cidades Inteligentes, é extrapolar o que eles vivem na escola com um conhecimento para a vida”, acrescentou.
Em 2022 o Inova Júnior teve como tema central “Uma nova forma de desafiar-se em tempos de mudança”.
Vencedores animados para o futuro na inovação
Preparados e empoderados para apresentar robustas propostas de negócios, os estudantes vencedores do Inova Júnior celebraram a conquista e já vislumbram novas oportunidades no universo das startups.
Marco Savi Casagrande, de 17 anos, foi quem apresentou o case da equipe vencedora. Ele, que participou pela segunda vez do projeto, juntou na bagagem a primeira experiência e ganhou ainda mais confiança para garantir o primeiro lugar nesta edição. “Essa oportunidade nos qualificou demais e estamos muito gratos pelo resultado”, destacou o adolescente, que pretende seguir carreira na área da computação científica e na inovação.
Já a responsável pelo pitch da equipe que figurou em segundo lugar, Natália Scopel, de apenas 15 anos, é estreante na competição. Para ela, mesmo com o grupo confiante e preparado, foi uma surpresa muito positiva poder levar o troféu para casa. “Recebemos o desafio do nosso professor de matemática, que já tinha participado no último ano ao lado de uma equipe. Pensamos em encarar essa ideia em nome do aprendizado em lidar com um compromisso como esse, com os prazos e a pressão de apresentar um pitch. Além de termos realmente aprendido tudo isso, conquistamos o segundo lugar e pretendemos voltar no ano que vem ainda mais preparados”, pontuou.
Todos os membros da equipe vencedora garantiram, além dos troféus, Iphones 12 Apple e bolsas para a graduação. Os segundos colocados levarão para casa os troféus, uma Alexa cada, além das bolsas de graduação e, finalizando as premiações, a equipe que figurou em terceiro lugar ganhou um fone de ouvido JBL para cada integrante, além dos troféus e bolsas para graduação, conforme o regulamento da competição.
Confira outros destaques do dia de atividades intensas no campus:
Tecnologia Assistiva: ferramenta para a inclusão é tema de debate
Mais de 70 acadêmicos da Unesc participaram nesta quarta-feira de palestra sobre “Tecnologia Assistiva” com as professoras do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade, Aline Eyng Savi e Rúbia Carminatti Peterson. Durante o encontro, elas trouxeram reflexões sobre o que é o tipo de tecnologia, quem utiliza e onde é encontrada.
Segundo Aline, as inovações tecnológicas têm favorecido as necessidades da população que encontram dificuldades, muitas vezes, no preparo de um alimento, por exemplo, e em outras, até na forma de se comunicar. O que para alguns, segundo ela, é facilidade, para outros é a possibilidade de fazer algo.
E é aí que entra a função de tecnologia assistiva, que contribui cada dia mais para a inclusão de pessoas com deficiência ou aquelas com mobilidade reduzida. “As tecnologias assistivas são recursos, ajudas técnicas para as pessoas com deficiência terem mais facilidades e maior autonomia”, descreveu Aline, lembrando ainda os números de pessoas com deficiência no país, que chega a 17,3 milhões de pessoas, o que corresponde a 8,4%da população. Das pessoas com deficiência e em idade produtiva, apenas 28,3% estão empregados, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE em 2019.
Você sabe o que é alienação parental?
A alienação parental também foi tema de workshop durante a 13ª Semana de Ciência e Tecnologia (SCT), da Unesc. A prática caracteriza-se como toda interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos pais, pelos avós ou por qualquer adulto que tenha a criança ou o adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância. “São atitudes que visam destruir o convívio com o outro cônjuge e nisso um dos dois começa com uma campanha de desqualificação da imagem, dificultando a convivência e a autoridade parental do outro genitor com o filho. São várias situações que podem gerar uma síndrome na criança que pode até mesmo não querer mais ter um convívio”, explicou a professora Sheila Martignago Saleh, que ministrou o workshop “Alienação parental – Aspectos legais e psicológicos” na manhã desta quarta-feira.
Ela aponta ainda que o filho pode ter depressão, somatização de algumas doenças, problemas de relacionamento e envolvimento com droga na vida adulta. “Os pais não têm noção do mal que estão fazendo para os filhos”, citou.
Experiência em Unidade Básica de Saúde é relatada durante apresentação oral
As dificuldades, as dúvidas e, principalmente, o aprendizado adquirido pelos estudantes da área da saúde durante o período de estágio pautaram o “Relato de experiência: atuação multiprofissional de residentes em uma unidade básica de saúde com gestão de uma universidade comunitária”, apresentado na tarde desta quarta-feira.
Na oportunidade, a coautora do projeto, Bruna Martins Mendes, destacou o SUS como um campo de formação em saúde, permitindo o aprendizado a partir da relação teórico-prática com experiências diversas. “Muitos serviços de saúde são gerenciados por universidades, no entanto, isso é pouco visto em Unidades Básicas de Saúde. E este é o grande diferencial do nosso trabalho”, explica, ao complementar: “A Unesc contratou uma equipe formada por médicos, enfermeiros, auxiliares administrativos, técnicos em enfermagem, higienizadores, vigilantes e gerentes. Ampliou horários da sala de vacina, colocou uma central telefônica, implementou as salas de odontologia e psicologia. Alguns meses depois dessa mudança no gerenciamento, a comunidade vem sentindo a diferença e nos dando uma devolutiva muito interessante”, explanou.
Ainda de acordo com Bruna, a experiência ofereceu aos acadêmicos a oportunidade de atuar em diversos campos da saúde, de discutir em conjunto, realizar atendimentos compartilhados e participar de capacitações disponibilizadas tanto pela prefeitura, quanto pela universidade. “Fazer parte de uma equipe multiprofissional permite implementar atributos essenciais à atenção primária, fortalecendo o acesso e a integralidade, buscando um atendimento cada vez melhor”, ressalta, ao complementar: “além disso, todas as pessoas envolvidas se beneficiam, experimentando a expertise da universidade, aliada ao funcionamento de uma Unidade Básica”, contou.
Semana de Ciência e Tecnologia
A SCT, maior evento acadêmico institucional da Unesc, segue até sexta-feira (28/10). A 13ª edição do evento conta com mais de 120 atividades como palestras, minicursos, oficinas, apresentações de trabalhos, entre outros. Em 2022, a SCT, que ainda terá a apresentação de cerca de 440 trabalhos, é realizada de forma presencial e online com ações no campus sede da Unesc, em Criciúma, e na unidade de Araranguá. A programação completa, as inscrições, além de outras informações podem ser conferidas no link: sct2022.unesc.net/.
O evento conta com patrocínio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (Crea) e apoio do Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação; do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; CNPq; Capes; Fapesc; Biozenthi e Portal Mix.
Neste ano a Semana tem como temática “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”, proposto pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
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