Idosos são os mais afetados pela depressão no Brasil, indica pesquisa

Criciúma (SC)

A depressão está cada vez mais presente nas famílias e o cenário da terceira idade preocupa os especialistas, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O transtorno atinge aproximadamente 13% da população brasileira que tem entre 60 e 64 anos de idade.

O primeiro passo para lidar com a doença é conseguir identificar os sinais. “Desânimo e perda de interesse não são normais do envelhecimento. O idoso não vai necessariamente chorar e os familiares precisam estar atentos a isso para tratar o transtorno de forma adequada”, destaca a geriatra Sandra Búrigo.

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Os sintomas dos idosos em relação à depressão são diferentes. Nos adultos é mais comum um estado deprimente, mas no caso dos idosos as queixas podem começar como uma irritabilidade e sensação de desvalia. “Os sintomas atípicos para essa doença envolvem, por exemplo, alterações no sono e no apetite. Por isso é tão essencial que a família seja sensível e empática”, afirma a médica.

Segundo a geriatra, a pandemia contribuiu para este cenário e o isolamento, embora necessário, fez com que muitos idosos perdessem o costume de sair de casa. “A terceira idade traz consigo muitas mudanças na rotina. Filhos e netos que tem uma vida ocupada, amigos que já se foram e principalmente as alterações no corpo. Lidar com isso é um desafio que pode sim aumentar o risco de depressão”, pondera.

Além do tratamento, a prevenção é fundamental para garantir a qualidade de vida da terceira idade. É essencial que os idosos mantenham consultas médicas regulares para o tratamento de problemas de saúde crônicos, como hipertensão e diabetes, que podem estar relacionados à depressão. “Conversar abertamente sobre sentimentos e preocupações também é importante. Outra opção é incentivar a participação em atividades que proporcionem um senso de realização e propósito, como voluntariado, hobbies e atividades artísticas”, explica a geriatra.

 


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