Unesc e Bombeiros criam protocolo pioneiro para atendimento de pessoas com autismo

Criciúma (SC)

A Unesc, em colaboração com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), alcançou um marco importante no desenvolvimento de um protocolo operacional padrão para o Atendimento Pré-Hospitalar (APH) direcionado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essa iniciativa, resultado de cerca de um ano de trabalho conjunto, busca aprimorar a qualidade e a sensibilidade do atendimento prestado a esse grupo de pacientes em situações de emergência.

O protocolo, desenvolvido com base em pesquisas internacionais e na experiência dos profissionais envolvidos, visa garantir que cada paciente autista receba cuidados adequados e sensíveis às suas necessidades específicas durante o atendimento pré-hospitalar. Entre as diretrizes incorporadas ao protocolo, estão medidas como a necessidade de manter a sirene da ambulância desligada e evitar estímulos sensoriais excessivos para proporcionar um atendimento mais confortável e adaptado.

Continua após o anúncio
BANNER PORTAL MAIS SUL (1)
Fim do anúncio

Essa colaboração entre a universidade e o serviço de emergência não apenas demonstra o compromisso da Unesc com a excelência acadêmica e a responsabilidade social, mas também ressalta o papel fundamental de uma Universidade Comunitária na promoção da inclusão e da sensibilidade nas práticas de atendimento em saúde.

Com o objetivo de inspirar e influenciar práticas semelhantes em outras regiões do mundo, a equipe envolvida planeja traduzir o protocolo para uma publicação internacional. Isso reforça o compromisso contínuo com a promoção da inclusão e acessibilidade em emergências, destacando a importância da colaboração interinstitucional na melhoria dos serviços de saúde.

O Transtorno do Espectro Autista é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta precocemente diversos aspectos sociais, cognitivos e de comunicação. Pessoas com TEA podem apresentar déficits na comunicação e interação social, dificuldades para compartilhar emoções e integrar diferentes percepções sensoriais. O diagnóstico, muitas vezes, é clínico, o que pode levar as famílias a procurarem a opinião de vários profissionais.

 


Entre no nosso canal no WhatsApp e receba todas as notícias na palma da sua mão -> Acesse aqui, é gratis!

 


 

Leia também