Quem é o professor da Unesc indicado a prêmio internacional

Criciúma (SC)

A formação de desenvolvedores capazes de pensar criticamente, resolver problemas complexos e compreender o impacto social da tecnologia motivou a indicação do professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Matheus Leandro Ferreira ao Golden Kodee Community Awards, premiação internacional ligada à comunidade Kotlin e ao ecossistema global de tecnologia.

Docente do curso de Ciência da Computação, Ferreira concorre na categoria Educação. A premiação reconhece profissionais que contribuem para a formação técnica, o fortalecimento da comunidade e a disseminação de conhecimento.

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“Mais do que uma competição, trata-se de um reconhecimento à construção coletiva: ensino, mentoria, produção de conteúdo, projetos acadêmicos e impacto na comunidade de desenvolvedores. Estar indicado significa que o trabalho desenvolvido ao longo dos anos ultrapassou a sala de aula e alcançou a comunidade técnica”, afirma.

“Profissionalmente, representa validação. São vinte anos desenvolvendo soluções no mercado, formando alunos e produzindo conteúdo técnico acessível. Pessoalmente, representa propósito”, acrescenta.

Para o professor, a tecnologia ocupa papel relevante na transformação social. “Sempre acreditei que tecnologia é ferramenta de transformação. Ver esse trabalho reconhecido internacionalmente reforça que estamos no caminho de formar desenvolvedores críticos, preparados e conscientes do impacto que geram. Essa indicação não é apenas sobre mim, mas simboliza cada estudante que evoluiu, cada projeto que saiu do papel e cada desenvolvedor que ganhou confiança para entrar no mercado”, afirma.

Formação conectada ao mundo do trabalho

Ao longo da trajetória, Ferreira destaca iniciativas voltadas à qualificação da formação de novos programadores. Entre elas estão a integração entre o mundo do trabalho e a sala de aula, o desenvolvimento de projetos práticos com problemas concretos, desafios técnicos que simulam entrevistas profissionais e a produção de conteúdo gratuito em plataformas digitais.

“Aprender programação não é apenas compreender sintaxe, mas resolver problemas, pensar sistemicamente e tomar decisões técnicas com responsabilidade. O estímulo à mentalidade de longo prazo, à ética profissional e à autonomia intelectual são pilares do modelo educacional defendido”, afirma.

Segundo o professor, o mercado atual exige competências que vão além do domínio técnico isolado. “Hoje o mercado demanda capacidade de aprendizado contínuo, entendimento de arquitetura e escalabilidade, comunicação, colaboração e uso consciente de inteligência artificial”, observa.

Ele acrescenta que, na Unesc, o curso busca responder a esse cenário com metodologias práticas, projetos interdisciplinares e aproximação com desafios reais. “O objetivo não é apenas formar programadores. É formar profissionais preparados para contextos complexos e em constante transformação”, diz.

Engajamento da comunidade tecnológica

A mobilização pelo voto na premiação tem sido interpretada pelo professor como uma forma de valorização da educação e da comunidade tecnológica. Para Ferreira, o engajamento demonstra o fortalecimento do setor.

“Quando acadêmicos, egressos, profissionais e colegas se mobilizam, isso demonstra senso de comunidade. Mostra que a tecnologia no Brasil não é apenas competitividade”, afirma.

Caso receba o prêmio, ele avalia que o reconhecimento poderá ampliar a visibilidade institucional. “O reconhecimento dará visibilidade à Unesc, ao curso de Ciência da Computação e ao fortalecimento do ecossistema regional de inovação”, afirma.

“Vivemos uma geração marcada por inteligência artificial, automação e transformação digital acelerada. Nesse cenário, o papel do professor e do mentor se torna estratégico. Formar desenvolvedores hoje é formar construtores do futuro”, conclui.

A votação aberta segue até o dia 22 de março pelo site oficial da premiação.

 


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