Como a Unesc conecta pesquisa e empresas por meio do Iparque e da inovação

Criciúma (SC)

As soluções disponíveis na Unesc por meio do Parque Científico e Tecnológico (Iparque) e da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia (Aditt) foram conhecidas de perto por lideranças empresariais nesta segunda-feira (27/4). Em uma recepção estratégica da diretoria da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), os convidados ouviram da gestão universitária e dos próprios pesquisadores algumas das oportunidades em potencial a partir dos projetos científicos desenvolvidos na Universidade, encontrando, entre tantas informações, ideias que podem alavancar seus negócios e criar novos cenários em diferentes áreas.

A visita teve o propósito de mostrar, conforme a reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, que “santo de casa faz milagre, sim”. “Hoje foi uma noite de muito significado, porque foi possível apresentar todo o potencial da Unesc em pesquisa e desenvolvimento que vai ao encontro da necessidade do setor produtivo. Conhecer os espaços físicos foi importante, mas esclarecer a função de uma Universidade Comunitária como a nossa, que transforma essa região e que tem soluções qualificadas e inovadoras pertinho de casa, para nós tem um significado muito importante, em especial percebendo o interesse e a surpresa positiva dos colegas que nos visitaram”, apontou.

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O encontro, para Gisele, marca o início de uma nova etapa de aproximação junto ao setor produtivo. “A partir desta visita, nós abriremos uma agenda para poder trazer novas empresas para conhecer aquilo que fazemos não somente no Parque Científico e Tecnológico, que é o centro de engenharias e tecnologias, mas também na Unesc, porque no campus também temos outros espaços tão bem estruturados quanto aqui e que podem contribuir sobremaneira com nossos empresários e, logo, com o desenvolvimento da nossa região”, salientou.

Conhecer a estrutura e ouvir sobre tantos projetos inovadores, para o presidente da Acic Franke Hobold, foi realmente surpreendente. “Sem dúvida nenhuma, foi uma grande oportunidade para nós conhecer os laboratórios da Unesc. Realmente nos impressionou muito tudo que é feito aqui de inovador e que pode dar suporte às empresas de Criciúma, de toda a região, de todo o Estado, e que podemos aqui vir buscar o apoio no desenvolvimento de tantas tecnologias”, descreveu.

Pelos comentários e feedbacks dos colegas, conforme Franke, foi possível perceber que a maioria não conhecia a dimensão do que foi apresentado. “Essa foi a avaliação de todos: aquilo que a Unesc pode oferecer é um apoio ao desenvolvimento, um apoio aos novos projetos, apoio à melhoria de processos, melhoria de materiais. O estágio em que os projetos estão, com tamanha qualidade e inovação, algo avançado, nos surpreendeu e impressionou por saber que temos aqui ao nosso lado essa tecnologia”, salientou ainda o presidente, em nome dos visitantes.

Amplo portfólio apresentado 

Entre as soluções apresentadas ao grupo de diretores estiveram os projetos da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia como a consultoria para problemas organizacionais complexos via Unesc Solutions e a inteligência analítica de mercado pelo Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico. 

Apresentados pela gerente de Inovação da Unesc, Elenice Engel, estiveram ainda entre as oportunidades destacadas a captação de recursos junto a fontes como a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que rendeu mais de R$ 10,4 milhões em projetos aprovados em 2025 e 2026, e a proteção de propriedade intelectual pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), que realiza depósito de patentes, licenciamento e valoração econômica de invenções.

Já no que diz respeito ao Iparque, foram apresentados pelo diretor Renato Gaidzinski Bastos e membros da equipe os institutos que atendem diretamente a indústria: o Instituto de Pesquisas Ambientais Tecnológicas (Ipat) e o  Instituto de Alimentos (Iali), que realizam mais de 50 mil ensaios por ano em análises ambientais e de alimentos, assim como o Centro de Pesquisas e Estudos Ambientais (CPEA), que atua há mais de 20 anos em licenciamento ambiental e recuperação de áreas contaminadas.

Ainda entre os destaques esteve o Centro de Engenharia e Geoprocessamento (Cegeo), que oferece mapeamento geoespacial com drones e projetos de engenharia urbana; e o Instituto de Engenharia e Tecnologia (IDT), que trabalha do protótipo à produção em materiais poliméricos, metálicos e cerâmicos.

No portfólio de tecnologias, a diretora de Pesquisa da Universidade, Sabrina Arcaro, apresentou soluções em quatro frentes: na transição energética justa, materiais avançados e tecnologia, agronegócio e tecnologias para a saúde.

Para conhecer de perto as soluções disponíveis na Universidade, basta fazer a solicitação de uma visita por meio do contato Iparque@unesc.net.

 


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