Criciúma (SC)
Conhecido mundialmente como o Mês da Mulher, março também é marcado pela campanha Março Lilás, que tem o objetivo de alertar para a conscientização sobre o câncer de colo do útero. O tumor é considerado um dos mais comuns entre as mulheres e figura como o terceiro tipo de câncer mais frequente no público feminino, frequentemente associado à infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano).
A campanha busca reforçar a importância do diagnóstico precoce da doença, que pode ser prevenido por meio do exame Papanicolau, conhecido como preventivo. O procedimento identifica alterações nas células do colo do útero e é indicado principalmente para mulheres entre 25 e 64 anos.
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De acordo com a coordenadora da Atenção Personalizada à Saúde (APS) do Grupo Unimed Criciúma, a enfermeira Fernanda da Silva Ferro Maccarini, o HPV é transmitido principalmente por relação sexual e pode permanecer no organismo por diferentes períodos.
“A maioria das mulheres, ao longo da vida sexual, irá adquirir o vírus e o próprio organismo conseguirá eliminá-lo. Porém, em algumas situações, a infecção pode persistir, ocasionando lesões no colo do útero que são detectadas através do exame Papanicolau”, explica.
Formas de prevenção
Uma das principais formas de prevenção contra o HPV é a vacinação, disponível para crianças a partir dos 9 anos de idade. A proteção tende a ser mais eficaz quando aplicada nessa faixa etária, mas também pode ser realizada em adultos, em alguns casos até os 45 anos.
Na rede pública de saúde, a vacina protege contra quatro subtipos do vírus associados ao câncer do colo do útero. Já nas salas de vacinas do Grupo Unimed Criciúma, a imunização disponível é do tipo nonavalente, que oferece proteção contra nove tipos do vírus, ampliando a cobertura preventiva.
Segundo a presidente em exercício do Grupo Unimed Criciúma, Clarissa Ines Almeida, a vacinação e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar o avanço da doença.
“Vacinar é um ato de cuidado e proteção. A campanha Março Lilás é muito importante porque o câncer de colo uterino é uma doença que pode ser evitada em quase todos os casos quando diagnosticada precocemente”, afirma.
As salas de vacinas da instituição estão disponíveis no Laboratório Unimed, anexo ao Hospital Unimed Criciúma, além das unidades do Laboratório Búrigo localizadas nos bairros Dona Lina, Cruzeiro do Sul, Santa Bárbara, além das cidades de Içara e Araranguá.
Nova tecnologia no rastreamento
Por muitos anos, o exame Papanicolau foi o principal método de rastreamento do câncer de colo do útero. No entanto, uma atualização publicada pelo Ministério da Saúde do Brasil em julho de 2025 passou a recomendar o método de detecção por exame de DNA-HPV como estratégia principal de rastreamento.
Segundo Fernanda Maccarini, o novo exame apresenta maior sensibilidade na identificação do vírus.
“O exame de DNA-HPV possui uma sensibilidade superior ao método tradicional, identificando no tecido celular a presença de subtipos do vírus que podem causar lesões antes mesmo do seu desenvolvimento”, explica.
O procedimento continua sendo realizado por meio da coleta de células do colo do útero. A principal diferença está no método de análise e no intervalo entre os exames. Quando o resultado é negativo, o teste pode ser repetido a cada cinco anos.
A especialista ressalta, porém, que o resultado não substitui o acompanhamento médico regular.
“Isso não dispensa a mulher de manter consultas ginecológicas de rotina, que são fundamentais para avaliar outras possíveis condições de saúde”, conclui.
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