Florianópolis (SC)
O pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Caso Orelha foi rejeitado pela Procuradoria da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O deputado Rodrigo Minotto (PDT), que havia assinado o requerimento, retirou o apoio de última hora. Com isso, o documento retornou com 13 assinaturas, uma a menos do mínimo necessário para a instalação da comissão.
O autor do pedido, deputado Mário Motta (PSD), afirmou que retomará os esforços para coletar novas assinaturas. “Por que há um movimento tão grande para impedir essa CPI? A sociedade tem dúvidas justas sobre o processo, e essas dúvidas não vão parar enquanto o que aconteceu não for esclarecido. Essa é uma oportunidade única para isso. Para esclarecer, por exemplo, se houve ou não uso político das instituições”, afirma o parlamentar.
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Motta reafirmou que o objetivo da CPI não é apontar culpados ou realizar pré-julgamentos. “Não estamos falando de caça às bruxas, tampouco perseguição. É justamente o contrário. Queremos dar a oportunidade para os envolvidos nas investigações justificarem o arquivamento do caso. Existe um relatório de quase 170 páginas em sigilo de Justiça, laudos que se contradizem e declarações públicas que nos fazem questionar diversas decisões”, completa o deputado.
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