Pesquisadores do Cedoc retornam ao Oeste para ampliar acervo sobre movimentos sociais

Da Redação | Criciúma (SC)

Entre os dias 15 e 22 de agosto, pesquisadores do Centro de Memória e Documentação (Cedoc) da Unesc percorrerão municípios do Oeste catarinense em uma nova etapa do projeto “Protagonismo Social: memórias dos movimentos sociais de Santa Catarina por meio da história oral”, que registra histórias de vida e de militância por meio de entrevistas.

A segunda viagem dá continuidade ao trabalho iniciado em abril e terá como foco a escuta de lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de representantes do movimento indígena, por meio do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A equipe é formada pelo coordenador do Cedoc, Paulo Osório, e pelas pesquisadoras Liziane Acordi Rocha e Michele Gonçalves Cardoso.

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“O projeto busca registrar e salvaguardar as experiências de grupos historicamente envolvidos em processos de luta e organização coletiva, ampliando o acesso à memória e incentivando a reflexão crítica sobre o papel dos movimentos sociais. Cada entrevista representa um patrimônio documental que ficará preservado para consulta e pesquisa”, afirma Osório.

Histórias que ajudam a compreender a sociedade

Na primeira etapa do trabalho, realizada em abril, a equipe entrevistou quatro integrantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e dois casais do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Os relatos abordaram trajetórias pessoais, organização comunitária, mobilização social e transformações vivenciadas pelos participantes ao longo das últimas décadas.

As entrevistas são gravadas na íntegra e realizadas, sempre que possível, nos espaços onde vivem os entrevistados, o que valoriza o contexto das narrativas e fortalece o caráter documental do projeto.

Conforme Osório, o trabalho de campo exige planejamento e disponibilidade para percorrer longas distâncias entre os municípios do Oeste do estado. “Estamos nos referindo a uma região bastante ampla. Os deslocamentos entre as comunidades ocupam boa parte do dia. Muitas vezes realizamos uma entrevista pela manhã e outra à tarde. É um trabalho intenso, mas essencial para registrar essas histórias diretamente nos locais onde elas aconteceram”, afirma.

Acervo permanente

Além das entrevistas, a equipe realiza registros fotográficos que documentam os encontros e os espaços de vivência dos participantes. Após a captação, os vídeos passam por edição técnica, com limpeza de áudio e imagem, preservando integralmente o conteúdo dos depoimentos.

Todo o material produzido vai integrar um banco de história oral que ficará disponível no Cedoc para atividades de pesquisa, ensino e extensão. O projeto é financiado pelo Ministério da Cultura por meio do Termo de Fomento nº 947002/2023.

 


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