Da Redação | Criciúma (SC)
De acordo com a ginecologista Gabriela Crema, da Clínica Belvivere, o laser de CO₂ fracionado pode ser considerado em algumas dessas situações. O pós-parto também pode deixar cicatrizes de episiotomia ou lacerações que continuam causando desconforto, especialmente após o parto vaginal. “O laser estimula a produção de colágeno e melhora a vascularização local, ajudando a restaurar a elasticidade e o conforto da região”, explica a médica.
A técnica, segundo a médica, promove microlesões controladas no tecido, estimulando a renovação celular e a produção de colágeno e elastina. Com isso, pode contribuir para melhorar a lubrificação natural, a elasticidade e a vascularização da mucosa vaginal e vulvar, além de reduzir o ressecamento e o desconforto durante as relações.
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A indicação, no entanto, depende da avaliação individual. No caso de mulheres que tiveram filhos, a recomendação é aguardar cerca de três meses após o parto, prazo que pode variar conforme o tipo de parto e a recuperação de cada paciente. “Também devem ser avaliados fatores como amamentação, presença de infecções ou inflamações e a cicatrização de eventuais lacerações ou episiotomia”, destaca Gabriela.
O procedimento não é indicado durante a gestação, em casos de infecções vaginais ou vulvares ativas e processos inflamatórios não tratados. Mulheres com histórico de câncer ginecológico também precisam de liberação do oncologista responsável.
A médica ressalta ainda que o laser não substitui a avaliação ginecológica e não é indicado para todas as causas de dor ou ressecamento vaginal. “Dependendo da origem da queixa, outras formas de tratamento podem ser necessárias, e a resposta ao laser varia de paciente para paciente”, conclui.
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