Centro Coopercocal Inclusiva cria espaço de escuta para famílias atípicas

Cocal do Sul (SC)

O Centro Coopercocal Inclusiva iniciou, nesta quarta-feira (13), o projeto “Pais em Ação”, voltado às famílias atendidas pelo espaço. A iniciativa promove encontros em grupo com pais de crianças com autismo, criando um ambiente de escuta, troca de experiências e apoio mútuo.

Os encontros são realizados com grupos de até oito participantes por vez, com a proposta de aproximar as famílias da equipe multidisciplinar. Segundo a acompanhante terapêutica Thalia Duarte de Souza, o objetivo é fortalecer o trabalho conjunto entre profissionais e responsáveis. “O projeto é voltado para essa aproximação entre família e Centro. Quando os dois trabalham juntos, o desenvolvimento das crianças é muito mais significativo. Aqui, os pais podem falar, compartilhar experiências, sem julgamento. É um espaço de apoio e troca”, afirma.

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Ela explica ainda que os próximos encontros também terão orientações práticas para a rotina familiar. “Nos próximos encontros, vamos levar sugestões de atividades para serem feitas em casa, ajudar nas dificuldades do dia a dia e construir esse trabalho em conjunto. O que é feito aqui precisa continuar em casa, e vice-versa”, declara.

A gestora social do espaço, Mirian Jeremias, destaca que o projeto busca fortalecer a conexão entre famílias e profissionais. “A proposta do projeto é transformar o Centro em uma verdadeira rede de apoio, onde profissionais e famílias caminham juntos”, ressalta.

Mãe de Cecília, diagnosticada com autismo nível 2 de suporte, Daiane Maciel relata a importância do encontro para os responsáveis. “A gente precisa muito disso. É uma luta diária, que não começa nem termina aqui. E muitas vezes a gente escuta: ‘quem cuida de quem cuida?’. Hoje foi o primeiro momento que eu senti esse olhar voltado para nós, pais. Um espaço para conversar, trocar e se sentir acolhido”, afirma.

Patrício Weber, pai de Cecília, também participou da atividade e destaca a presença da família no processo de desenvolvimento das crianças. “É muito importante estar por dentro, entender melhor o que nossos filhos precisam, para poder ajudar em casa, na escola, em tudo. Quando a gente participa, consegue trabalhar junto e isso faz diferença no desenvolvimento deles”, declara.

Mãe de Miguel, diagnosticado com autismo nível 3 de suporte, Janismara Figueira Gonçalves afirma que os encontros também representam um momento de cuidado com os próprios pais. “É um momento importante para a gente parar e se ouvir, se entender. No dia a dia, a gente vive para os filhos e acaba esquecendo de como a gente está se sentindo. Aqui, a gente pode falar, desabafar, se reconhecer. Isso faz muito bem”, relata.

Ela também comenta sobre a falta de compreensão da sociedade em relação ao autismo. “A gente vê que, apesar de tanta informação, as pessoas ainda não entendem o autismo. Falta preparo, falta olhar. E isso pesa no nosso dia a dia”, afirma.

Segundo a coordenadora do espaço, Sany Mazzuchetti, o projeto também fortalece a rede de apoio entre as próprias famílias. “Mais do que um encontro, é um espaço de escuta, acolhimento e construção coletiva. É um lembrete importante de que, quando família e equipe caminham juntas, os resultados vão muito além do esperado e a jornada se torna mais leve”, destaca.

 


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