Cocal do Sul (SC)
Cerca de 200 estudantes dos 7º, 8º e 9º anos das escolas municipais Demétrio Bettiol e Cristo Rei participaram, nesta semana, de palestras sobre os riscos do cigarro eletrônico e a prevenção do câncer de cabeça e pescoço.
A iniciativa foi promovida por meio de uma parceria entre o Conselho Regional de Fonoaudiologia da 3ª Região (CREFONO-3), as secretarias municipais de Educação e Saúde de Cocal do Sul.
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A secretária de Educação, Ana Paula Teixeira Cechinel, ressalta que levar informações de qualidade para dentro da escola é uma forma de proteger os jovens.
“Quando trabalhamos a prevenção desde cedo, damos aos estudantes condições de fazer escolhas mais conscientes. A escola também tem esse papel de orientar e promover saúde”, afirma.
A secretária de Saúde, Giovana Galato, acompanhou a atividade e destacou a importância de unir diferentes áreas na prevenção.
“Esse trabalho alerta os nossos jovens sobre os malefícios do vape antes que eles tenham contato com esse vício. Como dentista, também sabemos dos prejuízos que o cigarro eletrônico causa à boca, à garganta e ao sistema respiratório. Além disso, o município já oferece grupos de apoio para quem deseja parar de fumar. Investir na prevenção é a melhor forma de evitar que esses problemas cheguem até a nossa rede de saúde”, destaca.
As atividades foram conduzidas pelas fonoaudiólogas Camila Molento, de Curitiba (PR), e Júlia Francisco de Souza, integrante da equipe da Secretaria de Educação e da Comissão de Saúde do CREFONO-3.
Camila conta que o projeto surgiu da preocupação com o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Atuando em um hospital oncológico, ela acompanha diariamente pacientes que enfrentam as consequências da doença.
“Eu vejo de perto as sequelas que um câncer pode causar. Por isso acredito que a prevenção começa antes mesmo do primeiro cigarro. O nosso objetivo é que os adolescentes tenham acesso à informação antes da experimentação”, explica.
A iniciativa chegou ao município por meio de Júlia, que conheceu o trabalho durante sua atuação no Conselho Regional de Fonoaudiologia e propôs trazer a ação para a rede municipal.
“O conhecimento dá poder de escolha. Queremos que os estudantes entendam os riscos do vape e também levem essa informação para suas famílias, fortalecendo a cultura da prevenção”, destaca.
Durante os encontros, os adolescentes conheceram os prejuízos provocados pelo cigarro eletrônico, especialmente durante a fase de desenvolvimento, além da relação entre o uso do vape e o aumento do risco de câncer de cabeça e pescoço.
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